Quando...
Quando soube que os UHF iam estar no Coliseu dos Recreios sempre afirmei a pés juntos que iria estar na primeira fila. Estive!
Quando entrei no Coliseu corri para a frente, esperei, vi-o encher, senti alguma amargura por não vê-lo totalemnte cheio mas, como diria mais tarde António Manuel Ribeiro 'nós somos uma família'. Poucos, mas bons! A família UHF, sempre leal!
Quando...
Quando se aproximava a hora o nervoso miudinho começava. Era a primeira vez (não por falta de vontade em vê-los mas sim por falta de oportunidade, anteriormente, e porque na altura em que os UHF estavam no topo era eu uma criança ou nem nascido ainda).
Quando o dia amanhece... Quando António Manuel Ribeiro nos declamou a primeira de várias poesias. Há uma força, dentro de ti, dentro de mim...
Através de clássicos e mais clássicos, músicas da ópera rock, "La pop end rock", ou do novo albúm, "Há rock no cais", com também um inédito, duas horas e um pouco mais se passaram, parecendo que a cada música estavamos no começo, parecendo que António Manuel Ribeiro é agora um jovem no seu auge, que os UHF sempre foram os três jovens e o veterano.
Vários encores que nos faziam sentir que o não desejado final estava perto.
Uma bandeira portuguesa em fundo. A banda a agradecer.
FOi grande, foi imenso, estão de parabéns e emocionou-me.
Obrigado António, obrigado UHF.
Pesquisa
24 setembro 2006
03 setembro 2006
Kiss of death - Lemmy's alive

Desde que Mr. Kilmister formou os Motorhead, em 1975, que, quando pomos um CD na nossa aparelhagem, modo PLAY, sabemos exactamente o que podemos esperar: 'wild' hard-rock. Hard-rock rasgado, vocalização rouca, 70 minutos de headbanging à mais alta rotação.
No entanto, ao longo dos anos, o som 'Motorheadiano' não foi, sempre, 'mais do mesmo'. Encontramos influências clássicas, hard-rock puro, mais pesado (a roçar mesmo as afinações mais graves), na era Steve Vai um cheiro a speed-power-metal e até mesmo baladas.
No entanto a linha condutora de 'Lemmy rock-style', a lenda viva, está sempre lá. Líricas de guerra, de amor, o que quer que seja. Uma banda rock no verdadeiro sentido da palavra. Gosto pela profissão, vida vivida no extremo, rock no máximo volume: vida selvagem!
Kiss of Death vem na onda dos dois anteriores albúns, 'Inferno' e 'Hammered'. No entanto encontramos nele algumas referências que nos remetem para o mítico 'Ace of Spades'.
Temos a sensação de entrar numa máquina de alta velocidade durante 70 minutos, quebramos as barreiras do som, chegamos ao fim e voltamos ao início. São os Motorhead. Temos a sensação também, e felizmente que assim o é pois uma banda rock nunca deve soar a falsidade, de estar em estúdio com a banda graças à bela produção deste albúm. Se fecharmos os olhos podemos mesmo imaginar que estamos a ver ao vivo a Lenda Viva.
Lemmy é um animal selvagem à solta. Mais um ícone.
Será que podemos esperar de Motorhead algum fracasso?
Não encontramos muito inovação. No entanto não nos arrependemos quando compramos um albúm. Soa sempre diferente, sempre único, sempre Motorhead.
Enquanto Lemmy viver os Motorhead viverão.
Assim a música é feliz!
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