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03 setembro 2006

Kiss of death - Lemmy's alive



Desde que Mr. Kilmister formou os Motorhead, em 1975, que, quando pomos um CD na nossa aparelhagem, modo PLAY, sabemos exactamente o que podemos esperar: 'wild' hard-rock. Hard-rock rasgado, vocalização rouca, 70 minutos de headbanging à mais alta rotação.
No entanto, ao longo dos anos, o som 'Motorheadiano' não foi, sempre, 'mais do mesmo'. Encontramos influências clássicas, hard-rock puro, mais pesado (a roçar mesmo as afinações mais graves), na era Steve Vai um cheiro a speed-power-metal e até mesmo baladas.
No entanto a linha condutora de 'Lemmy rock-style', a lenda viva, está sempre lá. Líricas de guerra, de amor, o que quer que seja. Uma banda rock no verdadeiro sentido da palavra. Gosto pela profissão, vida vivida no extremo, rock no máximo volume: vida selvagem!

Kiss of Death vem na onda dos dois anteriores albúns, 'Inferno' e 'Hammered'. No entanto encontramos nele algumas referências que nos remetem para o mítico 'Ace of Spades'.
Temos a sensação de entrar numa máquina de alta velocidade durante 70 minutos, quebramos as barreiras do som, chegamos ao fim e voltamos ao início. São os Motorhead. Temos a sensação também, e felizmente que assim o é pois uma banda rock nunca deve soar a falsidade, de estar em estúdio com a banda graças à bela produção deste albúm. Se fecharmos os olhos podemos mesmo imaginar que estamos a ver ao vivo a Lenda Viva.

Lemmy é um animal selvagem à solta. Mais um ícone.
Será que podemos esperar de Motorhead algum fracasso?
Não encontramos muito inovação. No entanto não nos arrependemos quando compramos um albúm. Soa sempre diferente, sempre único, sempre Motorhead.
Enquanto Lemmy viver os Motorhead viverão.

Assim a música é feliz!

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