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16 fevereiro 2005

Uma Hora Fantástica (no estúdio)

(AVISO: O não conhecimento da carreira da banda UHF poderá levar à não compreensão do texto que se segue.)





Começou em 1978, sem hesitar.
Seguiu-se o primeiro concerto. Exclamaram "aqui vamos nós, sem disfarce!".
No ano seguinte a morte saiu à rua e Jorge morreu.
Seguiram-se, mais tarde, 3 dias. No Porto e em Cascais (2), rock em corrida sempre a rolar. Joey, I'll remember you!
Soltaram os cavalos numa louca correria.
Ouviram-se aplausos.
Picavam-se os cavalos e continuava a corrida.
Em abril de 1981, os putos vieram divertir-se. De segunda até sexta, é malhar, é malhar!
Na rua do carmo encontraram Geraldine. "Toca-me", pediu.
Ébrios. Rolou a roleta.
Sonhos na estrada de Sintra, mas eu já vi este filme.
Bastava uma palavra tua, que tanto me atrais, mas ao fim de tanto tempo pediu "foge comigo maria".
Quando deram pelo andar, estavam na fronteira. Decididos a voltar, perderam-se em noites lisboetas. "Dança comigo" pedia a fã número um.
"Estou de passagem" disse ele. "O mais que posso é beber um copo contigo".
Rolaram palavras. Tudo acabou na tua cama.
Escolheram a estrada certa, tudo aquilo valia a pena, por um som rebelde e marginal. Dava-lhes verdadeiro gozo. Exclamou: "Sou do rock, sou do blues!".
A lágrima caiu, chorou a noite inteira. Feriu até à dor.
Foi modelo fotográfico. Fez tudo por uma guitarra eléctrica.
Ouviu o conselho da fada. Foi do céu ao inferno.
No fim, La pop end rock. End Rock?
Não... Ainda há muito rock no cais.
Afinal, ainda me matas com o teu olhar.
E eu daria tudo por UHF (uma hora fantástica).

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