Não fosse o assunto estar já terminado, e a lei aprovada, e diria que a questão da quota obrigatoria de música portuguesa na rádio tornar-se-ía tabú, atendendo ao tempo que o assunto tem vindo a arrastar-se.
No entanto, este começou a ser visto cada vez mais como uma realidade quando no dia 16 de Dezembro de 2005, num artigo do Diário de Notícias podia ler-se que “as rádios nacionais” estavam “dispostas a aceitar quotas de música” e que “segundo declarações do presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), José Faustino, (...) o ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva” iria “receber uma proposta de alteração à Lei da Rádio”. Estas leis incluiam, neste caso incluem, “a aceitação das quotas de música portuguesa que a tutela já tinha defendido anteriormente, e que correspondem a um quarto da programação”.
Segundo uma notícia publicada no jornal online “Cotonete”, a lei foi aprovada no dia 10 de Janeiro de 2006 pela Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura e prevê que as rádios nacionais passem entre “25 a 40 por cento de música portuguesa na sua programação”.
A quota de música portuguesa será definida todos os anos pelo Governo e deverá ser aplicada entre as 7h e as 20h. No que se refere ao tipo de música a ser transmitido, a lei obriga que 35 por cento do total corresponda a novidades, ou seja, músicas com menos de 12 meses, enquanto 60 por cento será reservado para a «música composta ou interpretada em língua portuguesa por cidadãos dos Estados-membros da União Europeia», ou ainda músicas que ”representem uma contribuição para a cultura portuguesa”. O incumprimento da lei, cuja fiscalização ficará a cargo da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, é punível com multas que oscilam entre os três mil e os 50 mil euros, dependendo da cobertura das rádios. Ainda segundo o “Cotonete”, relativamente às “excepções previstas na lei, a revista Meios & Publicidade revela que os 35 por cento de “novidades” não são impostos «a rádios que difundam exclusivamente música com mais de um ano», como é o caso do Rádio Clube Português. Também as rádios temáticas, que transmitam géneros musicais que não sejam suficientemente produzido em Portugal não serão obrigadas a seguir à risca as normas da nova legislação. No entanto, caberá à Entidade Reguladora para a Comunicação Social definir quais os critérios que irão qualificar as rádios como temáticas”.
A lei foi aprovada no dia 17 deste mês.
Concluindo: esta medida é extremamente favorável aos músicos portugueses. Há sensivelmente 25 anos que não se assistia, no nosso país, a movimentos que tivessem por objectivo divulgar a música portuguesa, sendo ela de artistas conhecidos ou daqueles mais novinhos que tentam vingar na música. As rádios encontram-se demasiado presas às playlists, nas quais só se encontram as músicas mais recentes de determinado artista, as que fazem correr dinheiro. Não se dá a importância ao album como um todo, sendo assim difícil para os ouvintes tomarem conhecimento de novos trabalhos e, possivelmente, levar à compra do disco (muitos deles com bastante qualidade), sendo que um dos papeis da rádio é o de divulgar música. Assim, abre-se de novo uma janelinha no fundo do túnel para a música portuguesa voltar a ter sucesso.
Estaremos perante outro “boom” iminente do bom rock português? Há 25 anos foi assim!
Pesquisa
27 janeiro 2006
06 novembro 2005
Porque foste, Vai?

4 horas: uma entrada de uma hora com uma bela sardinhada que deixou água na boca, três horas seguintes de luzes e, sobretudo, muita acção e som!
Foi no dia 4 de Novembro que Lisboa foi, novamente, presenteada com a presença de um dos melhores, e mais importantes, guitarristas da actualidade (e que certamente já é eterno): senhoras e senhores... STEVE VAI!!!
Cheguei à Aula Magna de Lisboa por volta das 19/19.30. Primeiramente fiquei espantado com a quantidade de gente que se encontrava já à porta da Magna, superando, muito largamente, as minhas expectativas sobre o impacto que este senhor da musica tem no nosso país (em relação à sua carreira a solo).
Às 20 as portas exteriores da Magna de Lisboa lá abriram lentamente, não sabíamos nós que mais meia hora nos esperava, já dentro do recinto e em frente às portas que levavam à sala de espectáculos propriamente dita.
20.30, lá entramos. Uns minutinhos e lá chegou a mítica vontade da jolinha antes do início do espectáculo, mas isso fica cá para mim...
21! Eric Sardinhas! Perdão, Sardinas...
O americano fez jus à famosa expressão "kick some serious ass". Cheio de energia, com uma presença em palco fantástica, Sardinas mostrou-nos toda a sua arte musical, muito baseada em slides, melodias cristalinas ou uns slides rasgados, desde os blues a uma sonoridade algo progressiva, com um final estonteante que começou com uma saida de palco, uma volta atraves da plateia, regresso ao palco, slides com uma garrafa de cerveja e um final puramente Hendrixiano com o palco em chamas e a guitarra a arder. Fantástico!
Sai Eric, entram os técnicos, aproveita-se para recuperar energia enquanto se preparava a entrada de um verdadeiro Gentleman.
Uma voz surgiu a anunciar Steve Vai, as luzes apagaram por completo, ouvi-se um som de baixo e eis que aparece Steve Vai, guitarra de dois braços nas mãos, um lenço na cabeça e um vestuário que fazia lembrar um samurai.
E lá estava o guerreiro com a sua arma!
Depois de dois temas (se não me engano), surgiu o primeiro agradecimento e o diálogo com o público. E aqui começava a notar-se a arte de comunicar, que não está presente apenas através da guitarra mas também na voz de Vai. Apresenta a banda, faz umas piadas com Prince e canta, em falseto, o refrão de "Little red corvette", e voltamos à música.
O tempo ía passando, Steve desfilava, dançava, movia-se ao som da sua guitarra com uma sensualidade enorme, um estilo muito rock'n'roll e uma ventoínha (?) que insistiu ao longo da noite em levantar-lhe o cabelo (tudo conjugado para o fazer brilhar, na noite que era dele).
Mas, ao contrário do que se esperava, talvez, a noite não foi de Steve, mas de todos os presentes na sala. A interacção muito bem disposta constante com o público, os solos que proporcionou a todos os músicos da sua banda, o dueto com o baterista, o retorno de Sardinas para uma jam, como lhe chamou, o encore, For the love of god, o sentimento de que estava prestes a acabar, o final, e Steve, claramente emocionado a agradecer ao público português, com uma mão sobre o coração. Uma noite inesquecível que deixa água na boca... Steve, Vai mas volta!
11 julho 2005
O supergrupo Led Zeppelin
Os Led Zeppelin venceram uma sondagem para eleger os melhores músicos de sempre, formando um autêntico supergrupo.
Os quatro elementos da banda, Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham, ficaram em primeiro lugar em cada uma das categorias individuais da sondagem, relativas ao melhor vocalista, guitarrista, baixista e baterista de sempre.
Cerca de 3500 pessoas participaram na sondagem da rádio Planet Rock, elegendo Plant como o maior vocalista, à frente de Freddie Mercury, dos Queen, e Paul Rodgers, dos Free, que se encontra em digressão com os Queen.
«Este resultado é fantástico. Os ouvintes podiam ter votado em qualquer artista de rock clássico quando lhes foi pedido para criarem um supergrupo», explica o radialista Trevor Dann, da Planet Rock, em relação à vitória dos Led Zeppelin.
Melhor Cantor
1. Robert Plant (Led Zeppelin)
2. Freddie Mercury (Queen)
3. Paul Rodgers (Free, Bad Company)
4. David Coverdale (Deep Purple, Whitesnake)
5. Ian Gillan (Deep Purple)
6. Bon Scott (AC/DC)
7. Ronnie James Dio (Rainbow)
8. Stevie Nicks (Fleetwood Mac)
9. Roger Daltrey (The Who)
10. Bono (U2)
Melhor Guitarrista
1. Jimmy Page (Led Zeppelin)
2. Slash (Guns N' Roses)
3. Ritchie Blackmore (Deep Purple)
4. Jimi Hendrix
5. Angus Young (AC/DC)
6. Gary Moore
7. Brian May (Queen)
8. Joe Satriani
9. Steve Vai
10. David Gilmour (Pink Floyd)
Melhor Baixista
1. John Paul Jones (Led Zeppelin)
2. John Entwistle (The Who)
3. Chris Squire (Yes)
4. Phil Lynott (Thin Lizzy)
5. Geddy Lee (Rush)
6. Jack Bruce (Cream)
7. Steve Harris (Iron Maiden)
8. Lemmy (Motorhead)
9. Geezer Butler (Black Sabbath)
10. Roger Waters (Pink Floyd)
Melhor Baterista
1. John Bonham (Led Zeppelin)
2. Neil Peart (Rush)
3. Keith Moon (The Who)
4. Cozy Powell (Black Sabbath, Rainbow)
5. Phil Collins (Genesis)
6. Ginger Baker (Cream)
7. Ian Paice (Deep Purple)
8. Roger Taylor (Queen)
9. Dave Grohl (Nirvana/Foo Fighters)
10. Eric Carr (Kiss)
FONTE: www.cotonete.iol.pt
Os quatro elementos da banda, Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham, ficaram em primeiro lugar em cada uma das categorias individuais da sondagem, relativas ao melhor vocalista, guitarrista, baixista e baterista de sempre.
Cerca de 3500 pessoas participaram na sondagem da rádio Planet Rock, elegendo Plant como o maior vocalista, à frente de Freddie Mercury, dos Queen, e Paul Rodgers, dos Free, que se encontra em digressão com os Queen.
«Este resultado é fantástico. Os ouvintes podiam ter votado em qualquer artista de rock clássico quando lhes foi pedido para criarem um supergrupo», explica o radialista Trevor Dann, da Planet Rock, em relação à vitória dos Led Zeppelin.
Melhor Cantor
1. Robert Plant (Led Zeppelin)
2. Freddie Mercury (Queen)
3. Paul Rodgers (Free, Bad Company)
4. David Coverdale (Deep Purple, Whitesnake)
5. Ian Gillan (Deep Purple)
6. Bon Scott (AC/DC)
7. Ronnie James Dio (Rainbow)
8. Stevie Nicks (Fleetwood Mac)
9. Roger Daltrey (The Who)
10. Bono (U2)
Melhor Guitarrista
1. Jimmy Page (Led Zeppelin)
2. Slash (Guns N' Roses)
3. Ritchie Blackmore (Deep Purple)
4. Jimi Hendrix
5. Angus Young (AC/DC)
6. Gary Moore
7. Brian May (Queen)
8. Joe Satriani
9. Steve Vai
10. David Gilmour (Pink Floyd)
Melhor Baixista
1. John Paul Jones (Led Zeppelin)
2. John Entwistle (The Who)
3. Chris Squire (Yes)
4. Phil Lynott (Thin Lizzy)
5. Geddy Lee (Rush)
6. Jack Bruce (Cream)
7. Steve Harris (Iron Maiden)
8. Lemmy (Motorhead)
9. Geezer Butler (Black Sabbath)
10. Roger Waters (Pink Floyd)
Melhor Baterista
1. John Bonham (Led Zeppelin)
2. Neil Peart (Rush)
3. Keith Moon (The Who)
4. Cozy Powell (Black Sabbath, Rainbow)
5. Phil Collins (Genesis)
6. Ginger Baker (Cream)
7. Ian Paice (Deep Purple)
8. Roger Taylor (Queen)
9. Dave Grohl (Nirvana/Foo Fighters)
10. Eric Carr (Kiss)
FONTE: www.cotonete.iol.pt
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