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06 novembro 2005

Porque foste, Vai?



4 horas: uma entrada de uma hora com uma bela sardinhada que deixou água na boca, três horas seguintes de luzes e, sobretudo, muita acção e som!

Foi no dia 4 de Novembro que Lisboa foi, novamente, presenteada com a presença de um dos melhores, e mais importantes, guitarristas da actualidade (e que certamente já é eterno): senhoras e senhores... STEVE VAI!!!

Cheguei à Aula Magna de Lisboa por volta das 19/19.30. Primeiramente fiquei espantado com a quantidade de gente que se encontrava já à porta da Magna, superando, muito largamente, as minhas expectativas sobre o impacto que este senhor da musica tem no nosso país (em relação à sua carreira a solo).
Às 20 as portas exteriores da Magna de Lisboa lá abriram lentamente, não sabíamos nós que mais meia hora nos esperava, já dentro do recinto e em frente às portas que levavam à sala de espectáculos propriamente dita.
20.30, lá entramos. Uns minutinhos e lá chegou a mítica vontade da jolinha antes do início do espectáculo, mas isso fica cá para mim...
21! Eric Sardinhas! Perdão, Sardinas...
O americano fez jus à famosa expressão "kick some serious ass". Cheio de energia, com uma presença em palco fantástica, Sardinas mostrou-nos toda a sua arte musical, muito baseada em slides, melodias cristalinas ou uns slides rasgados, desde os blues a uma sonoridade algo progressiva, com um final estonteante que começou com uma saida de palco, uma volta atraves da plateia, regresso ao palco, slides com uma garrafa de cerveja e um final puramente Hendrixiano com o palco em chamas e a guitarra a arder. Fantástico!
Sai Eric, entram os técnicos, aproveita-se para recuperar energia enquanto se preparava a entrada de um verdadeiro Gentleman.
Uma voz surgiu a anunciar Steve Vai, as luzes apagaram por completo, ouvi-se um som de baixo e eis que aparece Steve Vai, guitarra de dois braços nas mãos, um lenço na cabeça e um vestuário que fazia lembrar um samurai.
E lá estava o guerreiro com a sua arma!
Depois de dois temas (se não me engano), surgiu o primeiro agradecimento e o diálogo com o público. E aqui começava a notar-se a arte de comunicar, que não está presente apenas através da guitarra mas também na voz de Vai. Apresenta a banda, faz umas piadas com Prince e canta, em falseto, o refrão de "Little red corvette", e voltamos à música.
O tempo ía passando, Steve desfilava, dançava, movia-se ao som da sua guitarra com uma sensualidade enorme, um estilo muito rock'n'roll e uma ventoínha (?) que insistiu ao longo da noite em levantar-lhe o cabelo (tudo conjugado para o fazer brilhar, na noite que era dele).
Mas, ao contrário do que se esperava, talvez, a noite não foi de Steve, mas de todos os presentes na sala. A interacção muito bem disposta constante com o público, os solos que proporcionou a todos os músicos da sua banda, o dueto com o baterista, o retorno de Sardinas para uma jam, como lhe chamou, o encore, For the love of god, o sentimento de que estava prestes a acabar, o final, e Steve, claramente emocionado a agradecer ao público português, com uma mão sobre o coração. Uma noite inesquecível que deixa água na boca... Steve, Vai mas volta!

11 julho 2005

O supergrupo Led Zeppelin

Os Led Zeppelin venceram uma sondagem para eleger os melhores músicos de sempre, formando um autêntico supergrupo.


Os quatro elementos da banda, Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham, ficaram em primeiro lugar em cada uma das categorias individuais da sondagem, relativas ao melhor vocalista, guitarrista, baixista e baterista de sempre.

Cerca de 3500 pessoas participaram na sondagem da rádio Planet Rock, elegendo Plant como o maior vocalista, à frente de Freddie Mercury, dos Queen, e Paul Rodgers, dos Free, que se encontra em digressão com os Queen.

«Este resultado é fantástico. Os ouvintes podiam ter votado em qualquer artista de rock clássico quando lhes foi pedido para criarem um supergrupo», explica o radialista Trevor Dann, da Planet Rock, em relação à vitória dos Led Zeppelin.


Melhor Cantor

1. Robert Plant (Led Zeppelin)
2. Freddie Mercury (Queen)
3. Paul Rodgers (Free, Bad Company)
4. David Coverdale (Deep Purple, Whitesnake)
5. Ian Gillan (Deep Purple)
6. Bon Scott (AC/DC)
7. Ronnie James Dio (Rainbow)
8. Stevie Nicks (Fleetwood Mac)
9. Roger Daltrey (The Who)
10. Bono (U2)

Melhor Guitarrista

1. Jimmy Page (Led Zeppelin)
2. Slash (Guns N' Roses)
3. Ritchie Blackmore (Deep Purple)
4. Jimi Hendrix
5. Angus Young (AC/DC)
6. Gary Moore
7. Brian May (Queen)
8. Joe Satriani
9. Steve Vai
10. David Gilmour (Pink Floyd)

Melhor Baixista

1. John Paul Jones (Led Zeppelin)
2. John Entwistle (The Who)
3. Chris Squire (Yes)
4. Phil Lynott (Thin Lizzy)
5. Geddy Lee (Rush)
6. Jack Bruce (Cream)
7. Steve Harris (Iron Maiden)
8. Lemmy (Motorhead)
9. Geezer Butler (Black Sabbath)
10. Roger Waters (Pink Floyd)

Melhor Baterista

1. John Bonham (Led Zeppelin)
2. Neil Peart (Rush)
3. Keith Moon (The Who)
4. Cozy Powell (Black Sabbath, Rainbow)
5. Phil Collins (Genesis)
6. Ginger Baker (Cream)
7. Ian Paice (Deep Purple)
8. Roger Taylor (Queen)
9. Dave Grohl (Nirvana/Foo Fighters)
10. Eric Carr (Kiss)


FONTE: www.cotonete.iol.pt

08 julho 2005

"O uso da Net ou a possibilidade de sermos o outro que sonhamos"

Algo interessante que achei que deveria partilhar.
Para evitar as tentações...


«Há jovens que se escondem atrás de um computador para comunicar com outros, faltam às aulas e preferem ficar online do que usufruir de uma noite de sono. Marta Bastos, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), que tem vindo a analisar a relação dos estudantes universitários com a Internet, considera que este comportamento apresenta sintomas patológicos que permitem classificar este tipo de pessoas, do ponto de vista psicológico, como amedrontadas. Mas nem todos são assim: existem alunos que usam a Net como mero meio de pesquisa e lazer.

A Internet acaba por ser um instrumento na construção de uma nova identidade. Segundo a pesquisa desenvolvida por Marta Bastos, enquanto os indivíduos seguros do ponto de vista emocional usam a rede como um meio de trabalho ou de lazer, os outros encontram aí um refúgio e um meio de construção de um outro eu. Os indivíduos inseguros, refere a investigadora, têm uma imagem negativa de si próprios. Daí a enorme expectativa que colocam no anonimato que as novas tecnologias proporcionam. Estas dão a oportunidade de «experimentar on-line diferentes personalidades».

A necessidade é criada pelo seu próprio perfil de comportamento na vida real. Em geral, são «tímidos, vivendo com medo de ser rejeitados, preocupados com a possibilidade de os outros não gostarem deles, que os vejam como pouco atraentes e aborrecidos». De facto, aponta Marta Bastos, este género de utilizador tem mais dificuldades em criar relações românticas devido ao medo de se expor. Na Web há sempre alguém numa sala de chat disposto a entabular conversa e, acima de tudo, o risco de rejeição é praticamente inexistente.»

FONTE: Psicologia.com.pt