Tudo começou com a Pangéia, na era Mesozóica, durante os períodos Jurássico e Triássico. A palavra origina-se do facto de todos os continentes estarem juntos (Pan) formando um único bloco de terra (Geia).
Segundo a teoria da Deriva Continental a Pangéia separou-se nos variados continentes, tal como os conhecemos hoje. A ideia da Deriva Continental surgiu pela primeira vez no final do século XVI, com o trabalho do holandês Abraham Ortelius que era um criador de mapas. No seu trabalho de 1596, Thesaurus Geographicus, Ortelius sugeriu que os continentes estivessem unidos no passado. A sua sugestão teve origem apenas na similaridade geométrica das costas atuais da Europa e África com as costas da América do Norte e do Sul; mesmo para os mapas relativamente imperfeitos da época, ficava evidente que havia um bom encaixe entre os continentes. A ideia, evidentemente, não passou de uma curiosidade que não produziu consequências.
Outro geógrafo, Antonio Snider-Pellegrini, utilizou o mesmo método de Ortelius para desenhar o seu mapa com os continentes encaixados, em 1858. Como nenhuma prova adicional foi apresentada, além da consideração geométrica, a ideia foi novamente esquecida.
A similaridade entre os fósseis encontrados em diferentes continentes, bem como entre formações geológicas, levou alguns geólogos do hemisfério Sul a acreditar que todos os continentes já estiveram unidos, na forma de um supercontinente que recebeu o nome de Pangéia.
A Europa é a parte ocidental do supercontinente euroasiático. Embora geograficamente seja considerada uma península da Eurásia, os povos da Europa têm características culturais e uma história específica, o que justifica que o território europeu seja geralmente considerado como um continente separado.
Portugal (de nome oficial República Portuguesa) fica situado no sudoeste da Europa, na zona Ocidental da Península Ibérica e é o país mais ocidental da Europa, delimitado a Norte e a Leste pelo reino de Espanha e a Sul e Oeste pelo Oceano Atlântico. O território de Portugal compreende ainda os arquipélagos autónomos dos Açores e da Madeira, situados no hemisfério norte do Oceano Atlântico. Durante os séculos XV e XVI, Portugal era a maior potência económica, social e cultural do mundo, com um império que estendia-se em várias colónias pelo mundo. É hoje um país desenvolvido, economicamente próspero, social e politicamente estável e humanamente desenvolvido. Membro da União Europeia desde 1986, é um dos países fundadores da Zona Euro.
E é aqui, com o nosso país, que esta reflexão começa (anteriormente mencionou-se uma mera nota introdutória com objectivo de situar no tempo e no espaço o assunto que se pretende debater).
Pois bem, este novo programa da RTP, cujo formato foi comprado à BBC, tem por objectivo pôr nas mãos do povo português a eleição do maior português, ou estrangeiro que se tenha fixado em Portugal e que tenha contribuído de alguma forma para ajudar o país.
A proposta, à primeira vista, pode parecer tentadora e ingénua, mas no fundo, bem analisados os factos, não o é. É certo que se trata de um programa de entretenimento e que tanto os resultados como as conclusões que se possam tirar no final das votações vão servir apenas como curiosidade, sendo que todos somos pessoas diferentes e, como tal, os nossos valores e ideias também o são.
No entanto, retirando-lhe o factor de entretenimento, este programa remete-nos para o nosso passado, para a nossa grandiosa história. Leva-nos a reflectir, a pensar sobre o que fomos, o que somos e o que pretendemos ser, ou fazer deste país.
Deixo então aqui uma primeira opinião explícita: em termos de entretenimento é um programa interessante, ao qual devemos dar uma credibilidade subjectiva, não o assumindo com maior seriedade do que merece; em termos culturais é como uma pérola que veio despertar (se não veja-se por toda a parte os debates que surgiram em torno da questão, sendo para isso necessário recorrer a factos históricos, à cultura) um debate cultural extremamente rico e que, de certa a forma, nos pode (ou deveria) ajudar a melhorar, no mínimo os níveis culturais sobre nós próprios.
Muito se fala de história mas não só na história e na política podemos encontrar grandes portugueses. Encontramos na ciência, no desporto, na cultura, etc.
Então porquê mencionar, na maioria, a história?
Porque somos um dos paises que maior influência teve no início da história Mundial, tal como falamos dela hoje. Fomos dos maiores impulsionadores das chamada época das Descobertas, tivemos o mundo na nossa mão, fomos uma das maiores potências mundiais.
A nossa história é um grande motivo de orgulho, como tal é normal que seja tão referida.
É também verdade que nem tudo é perfeito e sempre surgem fases menos boas. No entanto há situações bem piores (por exemplo, e para citar apenas uma, não somos um país de extrema pobreza, não vivemos numa miséria maioritária).
Assim é normal que seja a história a mais referenciada, como dizia, não residindo apenas nela, e em 'heróis falecidos', a nossa grandeza. O velho hábito 'portuga' de dizer que tudo o que é nosso é mau, que se é mau é nosso, que em Portugal nada se faz bem, não é mais que um mito.
A verdade é que tivemos e temos nos dias de hoje grandes personalidades, e que são marcantes, um pouco por todo o mundo. O mal está, talvez, na má gestão do país de há uns largos anos para cá. No entanto, enfatizar o mal fingindo que só ele existe não é o caminho certo. Todos somos portugueses, todos temos culpa, todos podemos ajudar, ou a democracia é apenas no papel?
Passando agora à análise de algumas sugestões da televisão pública podemos encontrar grandes homens, é verdade. (Lembro-me agora de outra questão que surge por parte de quem gosta de gerar polémicas. Fala-se que as mulheres são pouco votadas. É normal, a história foi, até há bem pouco tmepo, maioritariamente, ou totalmente, dominada pela masculinidade. Não é uma questão de desprezo, é uma questão de mentalidades que ainda vai levar anos a ser alterada. No entanto quem não se lembra de uma grande Padeira de Aljubarrota, de Sophia de Mello Breyner, de Hanna Damásio e tantas outras? No entanto, e sejamos sinceros, a sua participação é minoritária, não por isso sem importância.)
Uma personalidade polémica e muito debatida é António de Oliveira Salazar.
Porque não pode ele ser um grande português? Como referi antes, as opiniões são subjectivas. No entanto este senhor não teve apenas o seu lado negativo (que é certo é o mais reconhecido e muitas vezes ajuda a denegrir uma imagem que também muito de bom teve).
Senão atente-se no seguinte (retirado da Wikipédia):
Primeiro - A caminho do poder
Foi seminarista em Viseu. Depois de ter sido excelente na actividade que conduzia[Carece de fontes], mudou-se para Coimbra para estudar Direito (1910). Em 1914 tornou-se bacharel em Direito e em 1916 assistente de Ciências Económicas. Assumiu a regência da cadeira de Economia Política e Finanças em (1917) a convite do professor José Alberto dos Reis, praticando a actividade com uma qualidade nunca antes vista[Carece de fontes] e antes de se doutorar (1918).
Durante este período em Coimbra, materializa o seu pendor para a política no Centro Académico da Democracia Cristã onde faz «amigos» como (Mário de Figueiredo Barbosa, José Nosolini Barbosa, os irmãos Dinis da Fonseca Barbosa, Manuel Gonçalves Cerejeira e o seu irmão Júlio Barbosa, filho de Bissaia Barreto Barbosa); alguns haveriam de colaborar nos seus governos. Combate o anticlericalismo da 1ª República através de artigos de opinião que escreve para jornais católicos. Acompanha Cerejeira em palestras e debates. Enquanto estuda Maurras, Le Play e as encíclicas do Papa Leão XIII e vai consolidando o seu pensamento, vai-o explicitando em artigos que plagia.
Segundo - A pasta das Finanças
Com a crise económica e a agitação política da 1ª República (que se prolongou inclusive após o 28 de Maio), a Ditadura Militar chamou Salazar em Junho de 1926 para a pasta das finanças; passados treze dias renuncia ao cargo e torna a Coimbra por não lhe haverem satisfeitas as condições que achava indispensáveis ao seu exercício.
Em 1928, após a eleição de Carmona e na sequência do fracasso do seu antecessor em conseguir um avultado empréstimo externo com vista ao equilíbrio das contas públicas reassumiu a pasta. Exigiu controlo sobre as despesas e receitas de todos ministérios. Satisfeita a exigência, impôs forte austeridade e rigoroso controlo de contas, conseguindo um superavit nas finanças públicas logo no exercício económico de 1928-29.
- Sei muito bem o que quero e para onde vou. - afirmara, denunciando o seu propósito na tomada de posse.
Na imprensa, especialmente a que lhe era favorável, Salazar seria muitas vezes retratado como salvador da pátria. O prestígio ganho, a propaganda, a habilidade política na manipulação das correntes da direita republicana, dos monárquicos e dos católicos consolidavam o seu poder. A Ditadura dificilmente o podia dispensar e o Presidente da República consultava-o em cada remodelação ministerial. Enquanto a oposição democrática se desvanecia em sucessivas revoltas sem êxito, procurava-se dar rumo à Revolução Nacional imposta pela ditadura. Salazar, recusando o regresso ao parlamentarismo da 1ª República, dá a solução: cria a União Nacional em 1931, movimento nacional (na prática o partido único) aglutinador de todos quantos quisessem servir a pátria.
É verdade que foi uma ditadura. É verdade que uma ditadura, para quem a vive, não será agradável.
É também, e muitas vezes esta parte é esquecida porque apenas os factos que nos interessam são mencionados, visto que por vezes não existem argumentos para combater os contrários, verdade que Portugal atravessava uma fase de crise e foi eleito pelo povo, democraticamente, um líder de pulso firme.
Necessitavamos de um hoje. Será que não iríamos cair em opressão de novo? Não se sabe, é possível. No entanto quem tem medo de viver não sai de casa.
Temos depois também os grandes reis, como foi D. Afonso Henriques, fundador do nosso império, D. João II, que nos libertou do domínio espanhol, temos dois dos maiores poetas, Fernando Pessoa e Luís Vaz de Camões, temos Vasco da Gama, José Saramago, prémio nobel da literatura, António Damásio, conceituadíssimo neurologista que conduz investigações nos Estados Unidos, e muitos mais, milhares...
Temos também grandes personalidades a nível desportivo e outros tipos de entretenimento.
No entanto, na minha modesta opinião, considerar um desportista como um grande português é algo estranho. Ter jeito para dar uns pontapés na bola e ganhar milhões não é, para mim, razão para se ser um grande português.
No entanto, são opiniões.
Poderia citar uma data de documentos e factos históricos, mas prefiro deixar isso ao critério de cada um.
Deixo um link para pesquisa: Google
Para terminar, e em jeito de conclusão, eleger o maior ou melhor português é muito complicado, quase certamente impossível. Ao votarmos num rei não podemos esquecer toda a imensidão de gente por trás dele que permitiu que o seu reinado fosse glorioso.
Existem muitas razões, cada um terá as suas, para eleger um bom português.
Na minha opinião todos podemos ser bons portuguêses. Basta para isso gostar de ser português, ser-se Patriota (amor, dedicação e orgulho pela pátria).
Todos estes, mais ou menos cultos, bons ou maus, são bons portugueses!
Deixo em seguida algumas opiniões recolhidas no fórum da RTP:
José Gomes
2006-10-16 02:36:46 OBVIAMENTE AFONSO HENRIQUES, O PRIMEIRO, O MAIOR
mas há dúvidas quanto ao maior português?
sinceramente, todos os outros podem ser bons, sagazes ou talentosos, mas d. afonso henriques é incomparável, inigualável.
ele fez tudo por este país: acreditou num reino separado de castela, lutou por essa ideia, fundou PORTUGAL, foi o primeiro português, guerreou contra a propria mãe para defender este país, conquistou 80% do nosso território, estabeleceu os acordos com o papa para reconhecer a legitimidade do reino de portugal, teve o maior reinado de sempre, ah com idade avançada ainda foi salvar o filho ao castelo de ourique...
genial! nunca, jamais, algum português igualou estes feitos. a ele tudo devemos. OBRIGADO POR PORTUGAL
mafalda
2006-10-13 15:42:01 liberdade de expressão...
olá todos, pelo o que pôde constatar acho que os portugueses não deviam relatar tanto sobre o facto de Salazar estar nas listas. Não defendo que fosse um grande Portugues, mas fez parte da nossa história, embora que essa parte da história não seja um sucesso e nem um exemplo para a nossa nação. Mas o povo têm o direito á escolha, seja lá quem fôr. Portanto, cada um escolhe aquele(a) que teve grande significado, mas devo confessar que Salazar não irá chegar aos topos, pois não é um Homem que nós tenhamos orgulho enfim mas vivemos noutra era e essa temos o direito á liberdade de expressão, coisa que no tempo de Salazar jamais poderiamos ter... obrigado e boa escolha ...
Ana Sofia
2006-10-13 15:32:23 Essa Pessoa
Fernando Pessoa.Um dos génios do século XX.O único poeta com 3 personalidades(heterónimos), cada uma a mais irreverente.Alberto Caeiro pelo seu sensacionismo;Alvaro de Campos e a sua paixão pelas máquinas e progressos;Ricardo Reis o apaixonado.
Este poeta que "fingia a dor que deveras sentia", esteve, de facto, perto de criar uma outro epopeia, a par com os Lusíadas. A sua obra "Mensagem", retrata na perfeição a história de Portugal."o Brasão", o inicio do Condado Portucalense;"O Mar", retratando os descobrimentos com magnificos poemas exaltando todo o sofrimento durante as navegações; e por fim,e quanto a mim a melhor parte de toda a Mensagem, "O Nevoeiro", em que Fernando Pessoa mostra como Portugal se comportou desde a morte de D.Sebastião.
Sem dúvida alguma que este poeta é, no Modernismo, um Mito, "mito o nada, que é tudo", foi o que foi Fernando Pessoa,passe-se a redundancia, com os seus heterónimos, isto é, foi tudo e foi apenas Fernando Pessoa.
Todo o seu simbolismo, todo o seu melancolismo, todo o seu fingimento deviam fazer parte da boblioteca de cada um.
Um dos Imortais
2006-10-13 15:28:26 Salazar e Soares
Independentemente de cada opinião, Salazar foi um grande português, ou pelo menos, um dos vultos mais marcantes em Portugal.
Eu pessoalmente odeio o Mário Soares pelo que fez na descolinização mas reconheco o direito dele aparecer numa lista destas, pois fez outras coisas que merecem ser enaltecidas (só me lembro da adesão à CEE).
Actualmente é consensual que o que Salazar fez depois da IIGM não foi benéfico para Portugal mas as coisas "más" que fez não podem censurar as coisas "boas" (controle das finanças, fim da bandalheira da 1ª repulbica, decapitação da resistência monarquica, desenvolvimento das colónias, manutenção do império português, etc).
Acho lamentavel também que se julgue TODAS as acções do Salazar pelos valores morais de hoje e não se aplique a mesma atitude em relação a outras figuras! O Afonso Henriques vendeu a Galiza e agrediu a própria mãe, o D. João II e o D. Manuel lixaram os judeus, o D. João IV submeteu à força povos à nossa vontade, o Marquês de Pombal lixou os Tavóra, etc etc...
Tenham bom senso e lembrem-se que é suposto divertir-nos e aprendermos com isto.
A minha escolha seria sempre:
1 - D. Afonso Henriques
3 - D. João IV (assinou um tratado que nos dava parte do mundo... mais que isto é dificil);
2 - D. Dinis (oficializou a língua portuguesa e assegurou desta forma a nossa independencia cultural para sempre);
3 - Vasco da Gama
4 - Afonso Alburqueque (violento mas essencial na altura certa);
5 - Infante D. Henrique
6 - Nuno Alvares Pereira (o homem na altura certa)
7 - Camões
8 - Marquês Sá da Bandeira (aboliu a escravatura e lutou toda a vida);
9 - Mouzinho de Alburquerque (praticamente sozinho manteve Moçambique português e a paga foi morrer na miséria)
10 - Amália Rodrigues
Bem hajam, portugueses!
Sem comentários:
Enviar um comentário