Pois é, finalmente já saiu.
Depois da primeira data anúnciada (14 de Março), e devido "às negociações com duas distribuidoras que se disponibilizaram a licenciar 'Há Rock No Cais'", o rock finalmente chegou, a 11 de Abril, ao "cais".
Depois de La Pop End Rock a meta dos UHF encontrava-se elevada. Criar um sucessor digno da ópera rock não seria fácil, mas os UHF fizeram-no ao seu melhor estilo. Um albúm que marca certamente o regresso às origens da banda de Almada, liderada por António Manuel Ribeiro. O rock nú e cru, ao velho estilo de "À flor da pele", está de volta numa altura em que o rock português comemora 25 anos, depois dos êxitos "Chico Fininho" e "Cavalos de corrida".
Canções "formato música de 3 minutos" que são como um "soco", como disse AMR na ante-estreia do albúm, com uma lírica ao estilo de AMR: marcante, forte e com muito sentimento.
Numa altura em que os UHF não têm (ou tinham), certamente, a mesma popularidade de início de carreira, caindo por vezes em esquecimento, ou desconhecimento nos casos de gerações recentes, junto das multidões, "Há rock no cais" é uma lufada de ar fresco, que poderá catapultar de novo a banda para os tops nacionais, e dar ao rock português o "empurrão" de que estava a precisar mas que as bandas mais recentes não eram capazes de dar sem uma pequena ajuda.
Esperamos assim que o nosso bom rock tenha ainda muitas palavras a dizer, e que este albúm seja o início de uma nova fase.
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